Dos sete dias que Deus criou, quatro parecem ser obra do Diabo.
Eu me desfaço em tantos pedaços que mal caibo nesses continentes
- mesmo que não seja essa distância equivalente que nos prende
Mas em sentimento e dor, é quase a mesma.
Mesmo que estejas na mesma cidade
mesmo que estejas na mesma casa
mesmo que estejas no mesmo quarto
Enquanto não te possuo, não me acalmo
e na minha mente doente, cravo-lhe os dentes e rasgo tuas roupas
mesmo cheia de desejo incontrolável
na realidade, não o faço.
Coloco tudo no bolso
e sigo com o que posso ter teu
seja na distância, tuas cartas
seja público, tuas mãos
seja nosso, - e aí somente então -
tudo o que tens de mais afiado para perfurar meu corpo onde o teu faz morada
e me tortura
com memórias das noites que me salvam a alma.
Ver você é como escutar moonlight sonata.
Não consigo me cansar. Poderia viver num looping infinito de reprodução, de moolight e com você. Mas não posso. Existem outras coisas.
(mas eu faria, se pudesse.)
E a tristeza que me consome ao praticar ambas ações são motivadas apenas por ser sabido sobre seus fins, às vezes abruptos, às vezes suaves, mas doloridos da mesma forma.
E quando o reprodutor de música passa para a próxima faixa ou quando você se coloca cedo na frente do meu portão, pronto para ir embora, eu me pergunto "o que é que a vida vai fazer de mim?"
Não faz nada. Eu fico e continuo até poder te ouvir novamente, até ver moonlight sonata por aí, ou vice-versa.
É a mesma coisa.
Não consigo me cansar. Poderia viver num looping infinito de reprodução, de moolight e com você. Mas não posso. Existem outras coisas.
(mas eu faria, se pudesse.)
E a tristeza que me consome ao praticar ambas ações são motivadas apenas por ser sabido sobre seus fins, às vezes abruptos, às vezes suaves, mas doloridos da mesma forma.
E quando o reprodutor de música passa para a próxima faixa ou quando você se coloca cedo na frente do meu portão, pronto para ir embora, eu me pergunto "o que é que a vida vai fazer de mim?"
Não faz nada. Eu fico e continuo até poder te ouvir novamente, até ver moonlight sonata por aí, ou vice-versa.
É a mesma coisa.
Não há mais palavra
Que se faça suficiente em minha alma
Que descreva suficiente o meu olhar
Que sinta suficiente o que meu coração
Sente(-se)
E ouça o silêncio
Auto-explicativo.
Meu amor não mede mais centímetros
Metros, quilômetros, segundos, horas, meses
(mesmo que há quatro seja a medida exata)
Não cabe em nenhuma palavra
Não cabe nem mesmo em amor
Não cabe nem mesmo em mim
O que eu sinto é inexplicável
Quase tão abstrato quanto eu mesma
Mas ainda é belo, puro e único
À nossa maneira.
Que se faça suficiente em minha alma
Que descreva suficiente o meu olhar
Que sinta suficiente o que meu coração
Sente(-se)
E ouça o silêncio
Auto-explicativo.
Meu amor não mede mais centímetros
Metros, quilômetros, segundos, horas, meses
(mesmo que há quatro seja a medida exata)
Não cabe em nenhuma palavra
Não cabe nem mesmo em amor
Não cabe nem mesmo em mim
O que eu sinto é inexplicável
Quase tão abstrato quanto eu mesma
Mas ainda é belo, puro e único
À nossa maneira.
Eu gosto quando
Você me pega pelos lugares certos
Mas todo lugar é certo
Quando você me toca
E eu gosto quando
Você me fala as palavras certas
Mas toda palavra é certa
Quando você me fala.
É quase inacreditável
toda sua certeza
toda sua destreza
todo você é inacreditável
Porque tudo fica certo
Quando você me toca
ou me fala
ou me existe
Em todo o seu mundo
De beleza inacreditável
E até eu
tão inexata
tão desconexa
pareço enfim conectada
quando você me fala.
Você me pega pelos lugares certos
Mas todo lugar é certo
Quando você me toca
E eu gosto quando
Você me fala as palavras certas
Mas toda palavra é certa
Quando você me fala.
É quase inacreditável
toda sua certeza
toda sua destreza
todo você é inacreditável
Porque tudo fica certo
Quando você me toca
ou me fala
ou me existe
Em todo o seu mundo
De beleza inacreditável
E até eu
tão inexata
tão desconexa
pareço enfim conectada
quando você me fala.
Pensava em ti como sempre.
Era meu desde sempre, mas eu não havia descoberto ainda. E eu me via em você, com você, com toda uma facilidade que quase era julgada como frieza para com os outros lados. Mas para você só havia calor - com o perdão de uma possível interpretação ao estilo Sidney Magal - de uma paixão. Paixão essa que era quase inexplicável. Arrebatadora em sua constância. Paixão dessas que por trás tem amor, e não se perde quando se dobra na esquina pra comprar pão ou qualquer coisa que me afastasse, ou te afastasse. Não havia afastamento. E quando eu enviei mensagem pedindo para que voltasse, na madrugada do domingo, já te sabia ao meu lado em pouco tempo, com ambos perdidos pedindo perdão por simplesmente não se possuírem. Me avisou então, no dia seguinte, ser a segunda mais vazia sem minha roupa rasgada em seu colchão - e nessa tua nota, nesse teu presente que nunca será ser igualado nem com a mais preciosa das pedras por ter um valor tão maior, pude notar que mesmo qualquer indício de todo o inferno organizado pelos nossos beijos, toques e olhares, havia o amor. O certo. O que salva qualquer pecado da perdição, endeusa e torna tudo indício de pureza, veracidade, bondade, felicidade. Mal cabia em mim esse teu amor, e na maior parte do tempo, escapava por todo lugar que podia. Mal cabia em mim a crença de sua constância, e a felicidade pela mesma. Mal cabia em mim essa saudade toda que dá pra sentir quando sem querer, no meio de toda uma poética, vejo uma foto sua e já nem consigo raciocinar direito. Acabou-se racionalidade, perdi o fio da meada, mas te amo mais do que no início da declaração.
Era meu desde sempre, mas eu não havia descoberto ainda. E eu me via em você, com você, com toda uma facilidade que quase era julgada como frieza para com os outros lados. Mas para você só havia calor - com o perdão de uma possível interpretação ao estilo Sidney Magal - de uma paixão. Paixão essa que era quase inexplicável. Arrebatadora em sua constância. Paixão dessas que por trás tem amor, e não se perde quando se dobra na esquina pra comprar pão ou qualquer coisa que me afastasse, ou te afastasse. Não havia afastamento. E quando eu enviei mensagem pedindo para que voltasse, na madrugada do domingo, já te sabia ao meu lado em pouco tempo, com ambos perdidos pedindo perdão por simplesmente não se possuírem. Me avisou então, no dia seguinte, ser a segunda mais vazia sem minha roupa rasgada em seu colchão - e nessa tua nota, nesse teu presente que nunca será ser igualado nem com a mais preciosa das pedras por ter um valor tão maior, pude notar que mesmo qualquer indício de todo o inferno organizado pelos nossos beijos, toques e olhares, havia o amor. O certo. O que salva qualquer pecado da perdição, endeusa e torna tudo indício de pureza, veracidade, bondade, felicidade. Mal cabia em mim esse teu amor, e na maior parte do tempo, escapava por todo lugar que podia. Mal cabia em mim a crença de sua constância, e a felicidade pela mesma. Mal cabia em mim essa saudade toda que dá pra sentir quando sem querer, no meio de toda uma poética, vejo uma foto sua e já nem consigo raciocinar direito. Acabou-se racionalidade, perdi o fio da meada, mas te amo mais do que no início da declaração.
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