a vida é uma sucessão de sentimentos e situações estranhas que vão se encaixando e os altos e baixos não são tão altos e baixos assim. Lembro que um dia desses eu sonhei que usava a corda do biquíni pra tentar me enforcar e hoje sonhei com esse mesmo biquíni mas eu só conseguia olhar como a corda dele era trançada e bonita. A lua me dizia que a vida surpreende tanto e magoa tanto e faz tanto a gente rir dela quanto chorar, mas o importante é estar lá pra saber que sentir tudo isso é possível. Ambas as escolhas - de viver ou morrer- possuem uma beleza como o brilho de uma faca afiada, assim como a realidade do sentimento e da corda do biquíni, ambos guardados na gaveta de um armário.
O tempo engole a gente que nem percebe. Ele não há de ligar, mas a viagem toda acontece diante do nosso olho (às vezes uma viagem diferente em cada) e a confusão impera. Império bom é nenhum. Queria eu viver na liberdade do tempo e do sentir, sem saber onde parar porque tá indo, sem rumo, pra vários lugares, sendo engolida pelas minhas próprias vontades. Alimentando a minha carne com a minha carne. Mas não é.
Nothing lasts. It's for the best. I won't stay here. I won't stay there.
Nothing lasts. It's for the best. I won't stay here. I won't stay there.
Tudo é retrocesso. Em mim mesma, implantada numa cirurgia anciã, uma alma anciã. O mundo é um fluxo contínuo de retrocesso e eu me faço de espelho. Atrás do espelho, um caminho de rato que, no fundo, se esconde um monte do que se é. Não importa muito, não é o que o corpo precisa e nem disso depende o seu comportamento.
Queria sumir sem ninguém saber, sem perceber, como já sumiu pra si mesma.
Você não olha pra trás. Fecha a porta com delicadeza mas uma firmeza já conhecida de quem encerra o assunto no fundo da alma.
Alma que antes podia ver nos seus olhos de poços. Hoje não vejo mais nada do que você sente.
Talvez justamente porque você não sente mais nada quando olha no fundo do meu poço. Eu espero diariamente uma desculpa esfarrapada, um ato autônomo. Uma frase que seja genuína e surja quando ninguém espere, do fundo da sua garganta, direcionado para mim. Atinja o meio da minha testa, seja fogos de artifício, seja uma bazucada: atinja.
Enquanto isso, me esgueiro pela cidade vazia que existe bem dentro de mim depois do caminho de rato. Uma réplica perfeita. Felicidade parece que depende do seu parecer porque foi na ausência do seu parecer que me amarraram essa fita no pé e eu finquei. Programa de ontem que virou de hoje, que virou de amanhã, que virou agora. A caneta é fixa no espaço e quem se mexe abaixo é o caderno, no contorno da palavra. Perspectiva que não era esperada. Quem brilha: apaga; quem escreve, não o faz.
Dou risada do que já disse: Eu mesma que já chorei todo esse rio não vou escorregar mais rápido em direção ao mar?
Mal sabia da imensidão do mar. Da solidão.
Olha o tanto de peixe inalcançável. Reclamava com a boca cheia. Fosse lama, às vezes, ainda se fazia cheia.
Perdoa os atos falhos. Falho foi tanto de todas as partes. Não olha mesmo. Fecha a porta. Sua firmeza é certa, errado é meu olho cerrado por água salgada e peixe desconhecido: e eu, que nem sou daqui, querendo animal de água doce.
Água salgada arde demais na ferida que eu abri pra você sair. Pra tirar você.
Então, once your dreams come knocking at your door it's time to realize you aren't dreaming anymore. And once your life set to settle down take a look around you, no more dreaming to be found. So why then are you crying? It was you who denied them and no amount of tears could roll back all the years bring back all your dreams from yesterday.
Queria sumir sem ninguém saber, sem perceber, como já sumiu pra si mesma.
Você não olha pra trás. Fecha a porta com delicadeza mas uma firmeza já conhecida de quem encerra o assunto no fundo da alma.
Alma que antes podia ver nos seus olhos de poços. Hoje não vejo mais nada do que você sente.
Talvez justamente porque você não sente mais nada quando olha no fundo do meu poço. Eu espero diariamente uma desculpa esfarrapada, um ato autônomo. Uma frase que seja genuína e surja quando ninguém espere, do fundo da sua garganta, direcionado para mim. Atinja o meio da minha testa, seja fogos de artifício, seja uma bazucada: atinja.
Enquanto isso, me esgueiro pela cidade vazia que existe bem dentro de mim depois do caminho de rato. Uma réplica perfeita. Felicidade parece que depende do seu parecer porque foi na ausência do seu parecer que me amarraram essa fita no pé e eu finquei. Programa de ontem que virou de hoje, que virou de amanhã, que virou agora. A caneta é fixa no espaço e quem se mexe abaixo é o caderno, no contorno da palavra. Perspectiva que não era esperada. Quem brilha: apaga; quem escreve, não o faz.
Dou risada do que já disse: Eu mesma que já chorei todo esse rio não vou escorregar mais rápido em direção ao mar?
Mal sabia da imensidão do mar. Da solidão.
Olha o tanto de peixe inalcançável. Reclamava com a boca cheia. Fosse lama, às vezes, ainda se fazia cheia.
Perdoa os atos falhos. Falho foi tanto de todas as partes. Não olha mesmo. Fecha a porta. Sua firmeza é certa, errado é meu olho cerrado por água salgada e peixe desconhecido: e eu, que nem sou daqui, querendo animal de água doce.
Água salgada arde demais na ferida que eu abri pra você sair. Pra tirar você.
Então, once your dreams come knocking at your door it's time to realize you aren't dreaming anymore. And once your life set to settle down take a look around you, no more dreaming to be found. So why then are you crying? It was you who denied them and no amount of tears could roll back all the years bring back all your dreams from yesterday.
Eu que pensava que não ia amar mais ninguém nessa vida como já amei
aprendi que é isso mesmo
Eu que pensava que não ia sorrir como já sorri por aí
aprendi que não vou mesmo
Porque esse mundo é assolado de jeito novo de rir e ver e amar
(e eu não descobri sozinha)
(e se tudo deu certo, você descobriu também)
E aqui, de longe, olhando você na minha cama e esperando que o tempo não passe
e a que a gente não perceba ele passar
eu só penso como eu posso te amar assim
como nunca amei
como nem vou amar
aprendi que é isso mesmo
Eu que pensava que não ia sorrir como já sorri por aí
aprendi que não vou mesmo
Porque esse mundo é assolado de jeito novo de rir e ver e amar
(e eu não descobri sozinha)
(e se tudo deu certo, você descobriu também)
E aqui, de longe, olhando você na minha cama e esperando que o tempo não passe
e a que a gente não perceba ele passar
eu só penso como eu posso te amar assim
como nunca amei
como nem vou amar
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