Te universo
Mas não rimo em um verso só
Rimo em Dias
Te vejo melhor com o passar dos sóis
Te rimo
Pra ser em poema ilusão tua
E me acolho
Na tua mão toda lua que passa
Não me guarda
Que eu vou como o rio
Como o mar
Eu também viro navio
E te navego
Pra te beijar em toda onda
Traga ela o que amar
Corais, peixe e poesia
E então eu me torno
Na tua pele, maresia.
considerações finais
Vira e volta e mexe e traz e me vem você na cabeça com questionamento em caixa alta: será que valeu a pena que te escrevo agora? Será que esse mar de lágrima todo que me escorreu, escorreu só por escorrer ou te chegou como rio? Será que o grito ecoou e ecoou só no espaço sideral inteiro ou você me ouviu nesse planeta pequeno que você vive? Será que você tentou me responder só por um segundinho em um bilhetinho pequeno em uma garrafinha pequena de pitchula e jogou no espaço pra voltar e agora ela só roda e roda e roda e roda e roda e eu espero espero espero espero?
Aí eu viro e volto e mexo e trago as respostas que já tenho anotadas todas em meu caderninho pra todas essas pequenas perguntas que parecem enormes quando estão em caixa alta: não, minha linda. Vai e vira e mexe embora que a vida não te deu poder de ser respondida nessa relação. Mas não te entristece. Pergunta sem ar assim é o que não falta no mundo.
Aí eu viro e volto e mexo e trago as respostas que já tenho anotadas todas em meu caderninho pra todas essas pequenas perguntas que parecem enormes quando estão em caixa alta: não, minha linda. Vai e vira e mexe embora que a vida não te deu poder de ser respondida nessa relação. Mas não te entristece. Pergunta sem ar assim é o que não falta no mundo.
Que eu me escondo dos meus problemas, fujo das soluções e empurro a vida de cabeça baixa, não é novidade. Antes era fácil: olhava pro outro pra parar de entender a mim. Parei, assim como parei no tempo e agora que resolvi olhar pro céu infinito e suas nuvens infinitas, voltei puro atraso. Esse trato novo de que ando ao lado e não carregando é uma maneira muito da sua estranha de levar. Quem que pode (se) amar sem doer?
Hoje a carne é fresca, recém abatida
pulsa na mão, muito mais viva que outrora
volta um mês e vê-se a diferença
na cor do sangue que escorre entre as bochechas
no coração que bate rápido e arqueja mansinho
no ouvido
como quem nada tem a dizer, e ainda assim
quer gritar tudo que te ama
com uma gana de te beijar inteiro
espera que o dia passe, o janeiro passe
pra todo dia apaixonar pelos seus apelos
que me faz apaixonar pelo mundo
e todos seus pequenos espaços
entre você e eu
o céu
o rio
e o que sinto.
pulsa na mão, muito mais viva que outrora
volta um mês e vê-se a diferença
na cor do sangue que escorre entre as bochechas
no coração que bate rápido e arqueja mansinho
no ouvido
como quem nada tem a dizer, e ainda assim
quer gritar tudo que te ama
com uma gana de te beijar inteiro
espera que o dia passe, o janeiro passe
pra todo dia apaixonar pelos seus apelos
que me faz apaixonar pelo mundo
e todos seus pequenos espaços
entre você e eu
o céu
o rio
e o que sinto.
Queria
que todos seus beijos fossem meus
e todas suas mãos fossem no meu corpo
e todas as lembranças me tivessem
Mas não são
Não estou
Não estive
talvez nem seja
(como já não fui e continuo não sendo em nenhum lugar)
Então me encontra em uma parada qualquer quando quiser ressignificar outra música ou outro momento porque cabe dentro de mim todas as milhares de coisas que você tem pra despejar e inundar uma banheira europeia.
E me afoga no que é teu que é pra embriagar tudo o que me resta e te deseja e me deixa à deriva de outro oceano pra eu me encontrar mesmo que seja me perdendo em tantas palavras contínuas e suas e minhas
como se fosse de maré
como sou toda eu
minha e sua sendo gigantesca
sua, como não se esperava.
mas sendo
não estando
que todos seus beijos fossem meus
e todas suas mãos fossem no meu corpo
e todas as lembranças me tivessem
Mas não são
Não estou
Não estive
talvez nem seja
(como já não fui e continuo não sendo em nenhum lugar)
Então me encontra em uma parada qualquer quando quiser ressignificar outra música ou outro momento porque cabe dentro de mim todas as milhares de coisas que você tem pra despejar e inundar uma banheira europeia.
E me afoga no que é teu que é pra embriagar tudo o que me resta e te deseja e me deixa à deriva de outro oceano pra eu me encontrar mesmo que seja me perdendo em tantas palavras contínuas e suas e minhas
como se fosse de maré
como sou toda eu
minha e sua sendo gigantesca
sua, como não se esperava.
mas sendo
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